-Está vendo, Adans? Além de mostrar o trajeto, o GPS mostra, também, a geografia dos arredores. Veja: aqui está o rio e, aqui, a linha férrea.
Sempre escuto reclamações de quem viaja comigo. Dizem que, toda vez, acabo dormindo na estrada. Eu os compreendo, mas é inevitável. A constante atividade do motor me embala e adormeço, obrigando o companheiro de viagem a dirigir por centenas de quilômetros sem ter com quem conversar.
Durante uma viagem ao Rio de Janeiro, porém, pastor Ademori contou com o auxílio de um poderoso aliado contra meus cochilos: um GPS.
Quando eu achava que a soneca engataria uma segunda, lá vinha o aparelhinho, com suas instruções: “A-TREZENTOS-METROS-ENTRE-A-ESQUERDA”! Sem contar o alarme que denunciava a presença de radares na rodovia. Com meu sono frustrado pela tecnologia, despertei para algumas considerações.
Apesar de parecer algo novo, a essência do funcionamento de um GPS é antiga. Lembra-se da voz que falou com Abrão na distante Ur dos Caldeus: “... Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei” (Gênesis 12:1)? Mais do que introduzir um povo em Canaã, Deus estava mostrando o começo de um caminho que levaria à Obra de Redenção que Jesus (descendente de Abraão) realizaria e que, de fato, faria benditas todas as famílias da terra.
Ao aceitar a proposta do Senhor, o patriarca hebreu só precisava caminhar atento às instruções (como que guiado por um GPS).
Pode parecer algo irreal, mas, acredito que o mesmo está a nossa disposição nos dias de hoje. Se nos permitirmos, ouviremos a voz de Deus em nossa consciência, advertindo, aconselhando, mostrando o caminho. Quando aceitamos o convite de trilhar o caminho da vida guiados pela direção divina, alcançamos a promessa.
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Saíamos de Guarulhos, já perto de Santana, na volta da viagem. Confesso ao pastor Ademori:
-Muito legal essa tecnologia, mas, esse GPS não me deixou dormir na estrada.
-Não? Por que você não me falou? – disse ele, tocando na tela do aparelho e acionando a função mute.

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